Sentir sono, dores de cabeça, mal-estar e cansaço podem ser problemas comuns após uma ressaca da noite passada. Mas, segundo especialistas, o álcool também é um fator prejudicial à saúde capilar, o que pode ser razão da queda de cabelos de muitas pessoas.
Cientistas da Universidade Nacional de Pusan descobriram uma relação entre a quantidade de álcool consumida e a perda de cabelo. Pessoas que bebem regularmente têm 1,4 vezes mais chances de sofrer de alopecia androgenética, segundo pesquisadores.
“Indivíduos que consomem álcool podem ter uma probabilidade ligeiramente maior de sofre de alopecia androgenética em comparação com os que não bebem”, revela o professor Yun Hak Kim, que liderou a pesquisa.
Só aqui no Brasil, aproximadamente 22,1% dos adultos consomem álcool de forma abusiva. Isso significa beber quatro ou mais doses em uma ocasião (no caso das mulheres) ou cinco ou mais (no caso dos homens) – de acordo com dados de 2023. Isso indica mais de 35 milhões de adultos brasileiros que se enquadram nesse padrão, considerando a população estimada do país.
Segundo o Dr. Iago Carega, médico da clínica especialista em transplante capilar e ciências capilares, o consumo excessivo de álcool pode aumentar o risco de alopecia androgenética por diversos fatores:
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Deficiência nutricional: O álcool pode interferir na absorção de nutrientes essenciais, como zinco, ferro e vitaminas do complexo B, que são cruciais para a saúde capilar.
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Desidratação: O álcool desidrata o corpo, incluindo o couro cabeludo, impactando a qualidade e o crescimento dos fios.
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Danos hormonais: O consumo excessivo de álcool pode alterar os níveis hormonais, incluindo o aumento de di-hidrotestosterona (DHT), um dos principais fatores associados à alopecia androgenética.
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Estresse oxidativo: O álcool aumenta a produção de radicais livres, que podem prejudicar os folículos capilares.
“A alopecia androgenética é a forma mais comum de queda de cabelo, caracterizada pelo afinamento progressivo dos fios. Ela afeta os homens com a queda de cabelo na linha frontal e no topo da cabeça, e nas mulheres apresentam um afinamento difuso no topo e na coroa, raramente levando à calvície total.”, explica.
Segundo o doutor, as causas podem ser diversas: “Desde causas genéticas, por tendência hereditária a ser mais sensível à ação da DHT (hormônio derivado da testosterona), causas hormonais, encurtando o ciclo de crescimento dos fios e encolhendo os folículos capilares – resultando em cabelos mais finos e frágeis, até a fatores secundários, como estresse, hábitos de vida como o consumo do álcool, dieta e condições médicas que podem agravar o quadro.”, detalha.








