Sabrina Carpenter é uma artista que tem chamado a atenção por criar um verdadeiro “universo compartilhado” visual com seus clipes musicais. Trabalhando em uma trama que se conecta e se confunde, ela convida os espectadores a seguir a sua narrativa, com objetos que reaparecem, cenas que continuam outras histórias e até personagens recorrentes. Esses elementos começaram a se tornar mais evidentes em seu clipe “Espresso”, onde Sabrina é presa e, dentro da viatura, uma melodia predeterminada antecipa o que vier a seguir em “Please Please Please”.
Desde então, a artista vem construindo uma visão de mundo única, com elementos que reaparecem em diferentes produções. Em “Please Please Please”, por exemplo, Sabrina aparece recuperando seus objetos apreendidos, entre os quais um óculos de sol e um batom vermelho, que já haviam aparecido em “Espresso”. Além disso, em “Taste”, o batom é apresentado novamente, desta vez posicionado entre armas. Essas cenas criam uma narrativa que se conecta e se confunde, sugerindo uma continuidade entre os clipes.
Sabrina tem trabalhado em colaboração com outros artistas, como Dolly Parton, em uma versão especial de “Please Please Please”. Nesse clipe, o carro em que as duas aparecem volta a dar as caras em “Manchild”, criando mais uma ponte entre os vídeos. Além disso, em “Tears”, a narrativa ganha um tom mais dramático, com Sabrina dizendo: “Alguém tem que morrer em todos os vídeos”. Nesse clipe, ela mata um homem ao arremessar seu salto, que fica cravado no peito dele, enquanto se lembra do seu salto em um outro clipe “House Tour” onde ela sai de dentro de um carro, fazendo uma ligação entre clipes. Com essa estratégia, Sabrina consegue manter sua audiência engajada e interessada em suas produções.








