
O apresentador José Luiz Datena que resolveu deixar a televisão para concorrer ao cargo de prefeito na Capital Paulista, pode acabar ganhando a eleição. Em pesquisa divulgada pelo Datafolha na última quinta (8), o Datena está em terceiro lugar e mostrou um crescimento nas intenções de voto.
Segundo os dados, o pré-candidato a prefeito pelo PSDB está com 14% e cresceu 3 pontos percentuais em um mês. Ele está empatado com Pablo Marçal (PRTB), que saiu de 10% e agora está com os mesmos 14%. Os dois estão um pouco abaixo dos dois líderes e ainda não disputam lugar no 2° turno.
Também de acordo com o Datafolha, Ricardo Nunes (MDB), atual prefeito da cidade, aparece na primeira colocação com 23% das intenções de voto. apresentando 1% de queda, já que ele tinha 24% em julho. Já Guilherme Boulos (PSOL) permanece com 22%. Na margem de erro, os dois estão com um empate técnico.
As eleições acontecem no dia 6 de outubro, e existe uma possibilidade de disputa num segundo turno, se nenhum candidato atingir 50% dos votos.
Datena irrita âncora do Globo News durante entrevista
Na terça-feira passada (6), Datena participou da sabatina de entrevistas do G1 com Natuza Nery. Durante o papo, ele fez constantes interrupções e irritou a âncora, que o acusou de “manterrupting”, termo usado para descrever ocasião onde um homem interrompe uma mulher.
“O senhor já ouviu falar numa expressão chamada manterrupting? quando um homem não deixa uma mulher falar e é exatamente o que está acontecendo, eu quero apenas que o senhor ouça as minhas perguntas.”, reclamou Natuza.
Indignado, Datena rebateu no mesmo momento dizendo que respeita o trabalho da jornalista e que responderia da mesma forma, independente do gênero: “Eu respeito as mulheres, estou falando com uma entrevistadora independente de gênero, se você fosse homem, eu teria respondido da mesma maneira”.
“É que é muito difícil sair do papel de apresentador e ir para o papel de entrevistado. O senhor precisa me deixar entrevistá-lo. Eu preciso conseguir fazer as perguntas, só um minutinho [sendo interrompida]. O senhor me deixa terminar”, reclamou ela.
Datena também se queixou sobre o tempo de resposta que foi prometido. A jornalista irritada, tentou abordar sobre temas pertinentes em São Paulo, como o combate a cracolândia. Ela também confrontou o apresentador perguntando sobre a máfia dos ônibus e do PCC (facção criminosa que comanda o tráfico na periferia paulista).
Em um determinado momento, ela questionou se Datena encerraria o contrato com a TransWolff e UPBus, empresas responsáveis pelos ônibus de São Paulo que estão sendo investigadas por ligação com o tráfico.
“Vou”, debochou o candidato. Deixando um longo silêncio entre os dois. Logo em seguida ele completou: “Já pensou se eu respondesse assim? Ficaria chato. Você tem que explicar [os assuntos]”.








