A atriz Demi Moore, de 62 anos, revelou o motivo de manter o cabelo longo há tantos anos. Em entrevista à revista Glamour dos Estados Unidos, contou que a escolha vai muito além da estética, é uma forma de afirmar sua identidade e rejeitar padrões sobre o envelhecimento feminino.
“[Costumamos ouvir] que, à medida que as mulheres envelhecem, elas não devem ter cabelos longos. E, por alguma razão, para mim, isso não fazia sentido. Eu não acreditava nisso e não entendia por que tinha que ser assim“
Demi Moore, a Glamour
A artista, conhecida por transformar cada corte em um marco da cultura pop, contou que já ouviu comentários de que “mulher madura não combina com cabelo comprido”, mas decidiu seguir o próprio instinto.
“E notei, especialmente nas mulheres que estavam passando pela menopausa, que elas estavam… Eu olhava ao meu redor e via que todas elas estavam cortando o cabelo de uma forma quase masculina, como se estivessem se dessexualizando. E então acho que havia uma combinação disso com esse apego também. Não sei. Às vezes acho que foi apenas minha vontade“, comentou Demi.
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Cortes que marcaram gerações
Ao longo da carreira, Demi se tornou referência em cabelos icônicos e influenciou toda uma geração. Seus visuais no cinema se tornaram símbolos de estilo, força e autenticidade. Cada corte traduz uma fase da atriz, e, ao mesmo tempo, reflete mudanças culturais sobre feminilidade e liberdade de escolha.
Ghost – Do Outro Lado da Vida (1990)
O corte curtinho usado no longa virou febre nos anos 90 e inspirou mulheres em todo o mundo. A popularidade foi tanta que até Friends fez piada com o visual: Monica (Courteney Cox) pede a Phoebe (Lisa Kudrow) para cortar seu cabelo igual ao da Demi Moore — cena que se tornou um clássico da TV.

Proposta Indecente (1993)
Com fios médios e textura natural, o visual sofisticado da personagem Diana Murphy reforçou a imagem de sensualidade e elegância da atriz, influenciando tendências de cortes retos e franjas longas.

G.I. Jane (1997)
Para viver a tenente Jordan O’Neil, Demi raspou completamente a cabeça — um gesto de coragem que virou símbolo de empoderamento feminino no cinema e redefiniu padrões de beleza. Ainda na entrevista para a Glamour, Demi comentou sobre essa atuação, e relação com o cabelo atual. “Acho que depois que raspei a cabeça para fazer ‘G.I. Jane’, o que foi uma experiência muito forte em vários níveis, comecei a deixá-lo crescer. “

Charlie’s Angels: As Panteras Detonando (2003)
Já com o cabelo longo e escuro, Demi retomou o glamour com um visual poderoso que marcaria sua imagem definitiva nos anos seguintes.

Com o tempo, seus fios voltaram a crescer e se tornaram parte essencial de sua história. Hoje, o cabelo longo representa não apenas estilo, mas também uma forma de resistência e expressão pessoal — reforçando o poder de decidir sobre a própria imagem.
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