A moda italiana passa por uma grande transformação com a recente nomeação de Demna Gvasalia como novo diretor criativo da Gucci. A marca, que vem enfrentando dificuldades financeiras, aposta no estilista para mudar seu cenário atual.
Demna, conhecido por adotar apenas o primeiro nome desde 2021, assumirá oficialmente o cargo no início de julho, segundo confirmou o grupo Kering, proprietário da Gucci, por meio de um comunicado publicado pelos principais portais de moda nacionais e internacionais.
A decisão ocorre após a saída de Sabato De Sarno, que deixou o cargo de diretor criativo da Gucci após apenas dois anos na função. A marca representa cerca de metade das vendas totais da Kering e dois terços de seus lucros, o que torna seu desempenho crucial para o grupo francês de luxo.
Em 2024, a Kering registrou uma queda de 12% na receita anual, totalizando € 17,2 bilhões (R$ 106 bilhões). A Gucci foi responsável por € 7,7 bilhões (R$ 47 bilhões) desse valor.
Demna Gvasalia ganhou destaque durante seu período na Balenciaga, onde atuou como diretor criativo desde 2015. Durante sua gestão, ele redefiniu o conceito de luxo moderno, consolidando sua reputação na indústria da moda, segundo a Kering. Apesar de o grupo não divulgar os resultados financeiros específicos da Balenciaga, a marca integra a categoria “Outras Casas”, cujas receitas somaram € 3,2 bilhões (R$ 18 bilhões) no último ano.
Entre as criações de maior sucesso de Demna estão os icônicos tênis Triple S e Speed, além das bolsas Rodeo, estrelada por Kim Kardashian em uma campanha, e Le City, um modelo dos anos 2000 que voltou ao mercado. No entanto, sua trajetória também foi marcada por polêmicas. Em 2022, a Balenciaga foi alvo de fortes críticas após lançar uma campanha publicitária acusada de fazer apologia ao abuso infantil e à pornografia. Após o episódio, a marca admitiu erros graves e retirou as campanhas.
Demna também gerou controvérsia com peças provocativas, como uma bolsa inspirada na clássica sacola azul da Ikea, vendida por US$ 2 mil (R$ 11,4 mil), e tênis “destruídos”, comercializados por US$ 1,8 mil (R$ 10,3 mil).








