A Condé Nast, uma editora de revistas e sites de notícias, fechou um acordo de $400.000 com três ex-funcionários que foram demitidos após confrontar o chefe de recursos humanos, Stan Duncan, sobre cortes de empregos na empresa. Os trabalhadores, que incluíam funcionários de Bon Appétit, Condé Nast Entertainment, The New Yorker e Wired, perderam seus empregos em novembro passado, depois de uma reunião com Duncan que foi descrita como uma “marcha sobre o chefe”. Outros cinco funcionários foram suspensos. A NewsGuild of New York, sindicato que representa os trabalhadores, informou que os três ex-funcionários demitidos tiveram seus registros disciplinares apagados como parte do acordo.
A demissão dos funcionários ocorreu após uma reunião em que eles expressaram suas preocupações sobre os cortes de empregos e a consolidação de títulos, como o Teen Vogue. Um vídeo da reunião, que mostra os funcionários confrontando Duncan, foi amplamente divulgado. A NewsGuild of New York e a Communications Workers of America apoiaram os trabalhadores e apresentaram queixas e acusações de práticas trabalhistas injustas junto à National Labor Relations Board. A Condé Nast afirmou que três das demissões foram convertidas em resignações, mas negou que os registros disciplinares tenham sido apagados.
A empresa informou aos funcionários, em um memorando, que as suspensões foram removidas, mas que ações disciplinares semelhantes no futuro podem levar a consequências semelhantes. A NewsGuild of New York afirmou que as ações da Condé Nast violaram as proteções contratuais de “Just Cause” e a lei federal trabalhista. O acordo foi visto como uma vitória para os trabalhadores e o sindicato, que lutaram por seus direitos e contra as práticas de gestão da empresa.
Um dos ex-funcionários, Jasper Lo, afirmou que eles lutaram porque era necessário, e que o futuro equitativo dos trabalhadores e jornalistas depende de esforços conjuntos para resistir a tratamento desumano. A Condé Nast não comentou o acordo ou as declarações dos ex-funcionários. O caso destacou a tensão entre as empresas de mídia e os trabalhadores, que estão lutando por direitos e proteções em um setor em constante mudança.








