Bad Bunny chamou atenção no Super Bowl 2026, realizado neste domingo (08/02), no Levi’s Stadium, na Califórnia, ao subir ao palco com um figurino aparentemente simples que carregava uma mensagem pessoal e simbólica sobre suas origens.
📸 Confira os registros dos looks de Bad Bunny:


Primeiro artista latino a comandar o show de intervalo com repertório majoritariamente em espanhol, o cantor porto-riquenho incorporou o visual à construção da apresentação, reforçando uma tendência do Super Bowl de performances em que o figurino é pensado nos mínimos detalhes.
O significado por trás do figurino usado no palco
O artista iniciou a apresentação vestindo um look off-white composto por camisa social, gravata e uma sobreposição que remetia ao futebol americano. A peça trazia o nome “Ocasio” e o número 64, elementos que rapidamente despertaram interpretações entre fãs e espectadores nas redes sociais.
Entre as teorias mais compartilhadas, surgiram associações ao álbum El Último Tour del Mundo (2020), que se tornou o primeiro disco em espanhol a liderar a Billboard 200 após 64 anos, além de uma possível referência familiar ligada à mãe do cantor.
Segundo o jornal britânico Daily Mail, no entanto, o número 64 foi uma homenagem direta a um tio falecido de Bad Bunny, que praticava futebol americano e utilizava esse número na camisa. Já o sobrenome “Ocasio” faz alusão tanto ao nome de sua mãe, Lysaurie Ocasio, quanto ao nome completo do artista, Benito Antonio Martínez Ocasio.
🎬 Assista à performance do artista no Super Bowl:
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— @Jose (@Joseemvp) February 9, 2026
Moda acessível e identidade cultural no Super Bowl
Além do primeiro figurino, Bad Bunny também apareceu com um terno claro de corte reto, óculos escuros e acessórios de alto padrão, como um relógio Audemars Piguet avaliado em cerca de US$ 75 mil, aproximadamente R$ 390 mil na cotação atual, além de brincos de diamante e o tênis Badbo 1.0, fruto de sua colaboração com a Adidas.
Apesar dos itens de luxo, os dois looks principais usados no palco foram assinados pela Zara. De acordo com a revista People, a escolha da marca reforça a proposta de aproximar a performance de uma estética popular e representativa da cultura latina contemporânea.
“Eu queria que ele tivesse algo pessoal e único, que sempre simbolizasse essa apresentação histórica”, afirmou Marvin Douglas Linares, um dos stylists responsáveis pelo visual, em comunicado oficial.
Manifesto latino e participações de peso
O cenário reproduziu a famosa “Casita”, estética utilizada por Bad Bunny em suas turnês em Porto Rico, servindo como um contraponto político às discussões sobre imigração nos Estados Unidos.
O espaço VIP contou com a presença de artistas latinos como Karol G, Cardi B, Jessica Alba e Pedro Pascal. Em participações especiais, Lady Gaga apresentou uma versão em salsa de Die With a Smile, enquanto Ricky Martin cantou LO QUE LE PASÓ A HAWAii.
O encerramento trouxe ao palco bandeiras de todos os países da América Latina, enquanto Bad Bunny mantinha a apresentação majoritariamente em espanhol, em um momento marcado pelo endurecimento das ações do ICE e pelo impacto dessas políticas sobre comunidades latinas nos Estados Unidos.
🚩 Assista o encerramento emocionante do espetáculo histórico no Levi’s Stadium:








