A atriz Alice Carvalho chamou atenção no tapete vermelho do Oscar 2026, realizado neste domingo (15/03), em Hollywood, ao surgir com um vestido desenvolvido a partir de fibras naturais cultivadas na Amazônia brasileira. A peça foi criada sob medida pela grife paraense Normando e integrou elementos de sustentabilidade e identidade regional na cerimônia.
✨ Confira os registros do look no tapete vermelho:
Conhecida por interpretar Fátima em O Agente Secreto, personagem ligada ao protagonista vivido por Wagner Moura, a artista levou ao evento uma criação feita com juta e malva amazônica, duas fibras tradicionais cultivadas nos estados do Amazonas e do Pará.
Segundo a própria marca, as fibras usadas no tecido são cultivadas por famílias ribeirinhas da região Norte, sem o uso de agrotóxicos ou pesticidas. O processo de produção utiliza irrigação natural dos rios e igarapés e a tecelagem foi realizada pela Somos Castanhal, na cidade de Castanhal, no Pará.
Vestido combina alfaiataria e referências culturais da América
A construção do vestido segue uma proposta de alfaiataria estruturada na parte superior, com acabamento preciso e modelagem ajustada. Já a parte inferior apresenta cauda em formato sereia, criando contraste entre elegância clássica e elementos artesanais.
Um dos destaques do visual é o broche Abya Yala, resultado de uma colaboração entre Normando e a marca OPVS. O acessório faz referência ao nome dado ao continente americano pelo povo indígena Kuna, do Panamá. O termo significa “terra que floresce”, “terra viva” ou “terra madura”, reforçando a inspiração nas culturas originárias.
Bolsa escultural homenageia mulheres do cinema
Outro elemento que chamou atenção no look foi a bolsa escultural chamada Carvalho, criada pelo estilista e artista Jay Boggo. A peça única foi produzida por impressão 3D, em parceria com o estúdio Future Factory, de Marcelo Pasqua.
🎨 Veja os detalhes da bolsa escultural:
O material mistura pó de madeira e resíduos plásticos reaproveitados, transformados em uma estrutura dourada com o relevo de um rosto feminino. A proposta, segundo o material de divulgação, é homenagear mulheres do cinema, tanto as que aparecem nas telas quanto aquelas que atuam nos bastidores da indústria.
A criação também reflete a pesquisa artística de Boggo, que explora o diálogo entre arte, design, moda e matérias-primas associadas às regiões Norte e Nordeste do Brasil, aproximando o universo da moda do debate sobre sustentabilidade e identidade cultural.








